Hoje, tempo chuvoso, e sem possibilidade de estacionamento em Vila Velha, saí de carro para levar meu marido ao dentista, por volta de 8h.
O trânsito estava caótico. A fila da entrada da Terceira Ponte era tão grande que dava desânimo ficar ali aguardando, torcendo para andar, ainda que fosse um metro à frente. E carros, impacientes, atravessavam, aqueles que se sentem mais espertos, mas são mais mal-educados, e as motos andando ora de um lado, ora de outro. Toda atenção é pouca para não esbarrar naqueles veículos.
Na volta, a Avenida Champagnat entupida. Também indo em direção à Ponte. Gastei mais tempo de carro do que gastaria caminhando, avaliei.
Enquanto ali naquela fila interminável de carros, fiquei pensando como andam nossas ruas, nosso trânsito, e numa cidade do interior, como Vila Velha. Imagine São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte.
Um dia, um colega de Brasília disseram-me que lá há mais carros do que moradores. Eu ri, mas do jeito que as coisas andam, parece que está ocorrendo isso mesmo.
A questão é nosso transporte coletivo que está cada vez pior. Isso dificulta a vida de todos, mais e, principalmente, dos usuários desse tipo de transporte. Não têm alternativa.
Eu, no carro, sem paciência. Os trabalhadores, nos ônibus lotados, parados nas filas, o tempo correndo, e eles perdendo a hora de chegar ao trabalho.
Na imaginação, vejo o empregado chegando atrasado e o patrão, dizendo: Se o ônibus está sempre atrasado, saia de casa mais cedo. Não sou dono do transporte., nem responsável por seu atraso. Quando veio trabalhar aqui, sabia das regras.
Pensando nisso, até espero com mais paciência. Não tenho que chegar ao trabalho, não tenho urgência de chegar em casa, todos com saúde. Por que essa pressa?
E fico ali meditando…
O empregador tem razão, principalmente o pequeno, porque paga vale transporte, e precisa do empregado no horário de abertura do seu negócio. Digo o pequeno, porque os grandes fornecem a condução e se responsabilizam pelos atrasos, claro. E o empregado, sem alternativa, tem que usar o ônibus, mesmo com esse trânsito danado.
Por isso, alguns empregadores escolhem seus empregados pelo local de moradia, pela facilidade de locomoção, mas nem sempre conseguem isso.
Chego em casa, saio para a varanda, olho para a Avenida, e vejo a rua mais calma. Muito carro, ainda, mas sem aquele tumulto de passa aqui, entra ali, cada um correndo e se virando como consegue para chegar no horário ao compromisso do dia.
E os empregados, nos ônibus, torcendo para o trânsito andar, já antevendo a bronca do chefe se chegarem atrasados.
Maria Francisca – julho de 2015
Antonio de Carvalho Pires
14 de julho de 2025 às 17:42
Tem razão minha cara amiga. O pior que isso ocorre todos os dias, não só em Vila Velha. Para os lados de Serra, o trânsito é horrível na região de Carapina, para quem está vindo para Vitória é, começa a parar desde Jardim Tropical. Para as bandas de Cariacica idem. No final do expediente, nada é diferente. Trânsito péssimo também, só que aí o trabalhador não terá a bronca do patrão, talvez da esposa ou do marido.
mariafrancisca
14 de julho de 2025 às 20:21
POis é, meu amigo. O trânsito em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica são um caos em determinadas horas. Quem usa transporte público, então… Sofrimento demais.
Obrigada pela leitura e pelo comemntário.
Um abraço.